De 219 mil a 246 mil bebês nascem, a cada ano, no mundo, graças ao desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida, segundo um estudo internacional, publicado no periódico científico Human Reproduction.  

  

A pesquisa indica um grande aumento no número de procedimentos do tipo: mais de 25% em apenas dois anos, de 2000 a 2002. Os pesquisadores usaram dados de 1.563 clínicas em 53 países, mas ressaltam a insuficiência de dados em partes da Ásia, África e Oceania.  

  

O professor Jacques de Mouzon, do Instituto Nacional de Saúde e da Pesquisa Médica (Inserm), na França, coordena o Comitê Internacional para Monitoramento de Tecnologias de Reprodução Assistida (Icmart, na sigla em inglês), responsável pelo estudo.  

  

“Esse é o oitavo relatório produzido pelo Icmart, desde 1989. Trata-se de um relatório muito importante, pois ele, ainda que imperfeito, fornece dados capazes de auxiliar em debates e tomadas de decisão em temas como a disponibilidade, os benefícios e os riscos dessa, cada vez mais importante, prática médica. O relatório permite que comparemos países e regiões e que façamos análises, a partir da comparação com relatórios anteriores”, disse.  

  

Mouzon destaca o crescente aumento no número de nascimentos a partir de técnicas, como a injeção espermática citoplasmática, que têm crescido mais do que a fertilização in vitro.  

  

“Entretanto, há muitas variações entre os países, em relação à disponibilidade e à qualidade das técnicas de reprodução assistida”, ressaltou.  

  

“Há muitos motivos para isso, como diferenças nas taxas de fertilidade, nas idades das mulheres, na cobertura de saúde e na economia do país. Mas o mais importante é certamente a disparidade no acesso aos sistemas de saúde e às tecnologias de reprodução assistida. No oeste da Europa, por exemplo, essas condições se mostram bem mais favoráveis do que nos países em desenvolvimento”, disse.  

  

Segundo Mouzon, isso levanta a questão de se desenvolver técnicas de baixo custo para aplicação em países mais pobres, que permitam um maior acesso por parte da população interessada.  

  

“Nos países em desenvolvimento, o tratamento é muitas vezes mais agressivo, podendo levar a nascimentos múltiplos e a problemas como síndrome da hiperestimulação ovariana ou a necessidade de reduções fetais”, disse.

Veja Também:

  1. Cresce número de casos de anorexia após os 50 anos
  2. Novo teste mostra os dias férteis da mulher
  3. Crise econômica faz crescer número de vasectomias
 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>