Em 3 anos, triplicou o número de mulheres que ainda nem completaram 40 anos, mas já foram vítimas do câncer de mama. Os dados são da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e mostram que, em 2003, a incidência desse tipo de tumor, nas mais jovens, era de 5,6%. De raridade, os casos passaram a ser recorrentes e, no ano passado, esse grupo passou a representar 16,8% das ocorrências da doença. 
O estudo foi feito com pacientes de todo o país e acompanhou 315 mulheres. Além da convivência precoce com a doença, o novo perfil da incidência preocupa o presidente da SBM, Diógenes Baségio. “Os tumores em mulheres abaixo de 40 anos são, na maioria, muito agressivos e com chances aumentadas de apresentarem recorrência”, explica ele, responsável pela pesquisa. 
Ainda não há um mapeamento conclusivo sobre as causas do aumento de câncer de mama nas mais jovens. No entanto, os especialistas acreditam que o crescimento explosivo estaria relacionado à mudança de hábitos do sexo feminino. 
“Elas fumam mais hoje, casam mais tarde e, por isso, tomam anticoncepcionais por mais tempo. Estão bem mais estressadas atualmente. Todos esse fatores podem influenciar”, afirma o superintendente do Hospital Municipal do Tatuapé, Amaury Zatorre Amaral, unidade de saúde, que, no mês passado, começou a realizar reconstrução mamária em vítimas do câncer. 
Se por um lado as mulheres aparecem cada vez mais cedo nas estatísticas do câncer de mama, por outro, os números absolutos, projetados pelo Inca, servem de alarme para as paulistanas de qualquer idade. O último balanço mostra que a capital fechou 2006 com 6.080 novas notificações da doença, uma incidência de 100 novos casos para cada 100 mil mulheres. A marca fez o município ter a terceira maior taxa de câncer de mama do país, perdendo apenas para Porto Alegre e Rio, nessa ordem. 
No estado, o total de novos casos foi de 15.810, mas o diretor do Centro Estadual de Referência da Saúde da Mulher, Luiz Henrique Gebrin, afirma que “acolhemos pacientes vindas de todos os locais do Brasil. A referência nacional também implica mais atendimento”. Gebrin ressalta que as mulheres mais jovens estão procurando mais a rede de saúde, o que faz os números subirem. E a detecção precoce aumenta as chances de cura. As informações são do jornal O Estado de São Paulo

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